16.12.05

Separados à Nascença (ok, uns diazinhos depois)

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O Bom, O Mau e o Vilão podem não ter o mesmo carisma e savoir-faire do saudoso Henrique Mendes que ajudou a unir tantas famílias desavindas (e a afastar ainda mais outras tantas), mas nem por isso desistem de ajudar o próximo. Através do nosso repórter Chispe Reco, concluímos que José Moutinho Garcia Pereira e António Garcia Pereira Moutinho são gémeos separados ainda com dias por uma mamã descuidada que não se lembrava de quantos meninos tinha parido. E numa longínqua manhã nublada saiu à rua com dois bebés e só um regressou. E anos mais tarde enquanto arreava um calhau na mata, o pequeno António aproveitou para fugir enquanto a mamã prosseguiu a sua vida normalmente. E ainda uns dias depois participu num grande gangbang com a selecção angolana de sub-20 de corfebol. Era um bocado sluty, a senhora. De qualquer forma, nessa altura os petizes já haviam sido adoptados por novas mãezinhas extremosas ardentes por os doutrinar cada uma à sua maneira. O Bom, O Mau e O Vilão orgulham-se então de restaurar a verdade sanguínea dos factos e esperemos que o facto de um ser de esquerda e nunca ter visto televisão e o outro ser um dandy do exército que gosta de fazer poses marotas e amaricadas na mesma não obste ao catching up que têm de fazer. Ah, é verdade: os seus verdadeiros nomes são Rábano Jacinto Estilete e Nougat Prepúcio Estilete.

15.12.05

Eleições bombásticas no Iraque

Nas eleições que decorreram esta semana no Iraque, após o encerramento das urnas, a aderência verificada foi de cerca de 67%, segundo dados disponibilizados pelas autoridades locais.
Uma notícia que entristeceu em grande escala, as várias facções terroristas iraquianas que depois do seu esforço dos últimos meses. "É triste ver que apesar de obra feita, os resultados ficam muito aquém do esperado" confidenciou Shidrit Al Cavilha, líder do Partido Terrorista.
"Depois de vários meses sempre a bombar, ficar a saber que 33% das urnas disponíveis no meu país estão ainda por preencher é no mínimo desolador. Mas, no meu íntimo, continuo a pensar que os números divulgados pelo Governo estão longe da verdade. Mas também, nós não temos a máquina de propaganda dos Judeus na 2ª Guerra Mundial..." - avançou este responsável, enquanto afiava a sua faca na testa de um técnico de contas albanês apanhado esta semana no Iraque, numa clara alusão às afirmações do presidente iraniano, que disse a semana passada que essa história do Holocausto se calhar foi inventada e que o que aconteceu foi que infelizmente alguns milhões de judeus, enquanto visitavam umas fábricas na Polónia foram vítimas de uma fuga de gás e enquanto tentavam fugir cairam na fornalha das mesmas...

12.12.05

Soares vs Galo de Barcelos

Depois da pasmaceira habitual que têm sido estas presidenciais, finalmente alguma diversão. Em campanha por Barcelos, o milenar Mário Soares foi confrontado por um indivíduo de identidade desconhecida, mas que aparentava ter 55 anos, segundo o Diário Digital. Para além da piada que tem tentar perceber como é que um indivíduo aparenta a idade exacta de 55 anos, o episódio incluiu insultos e um murro no braço do candidato, que mostrou boa condição física e se manteve firme.
Mas o melhor está no fim da peça, onde Muhammad "Soares" Ali refere não ir apresentar queixa contra o referido indivíduo, por este aparentar ser atrasado mental.
Ora isto é um gravíssimo precedente, pois assim se retira legitimidade a todos os que se queixam dos políticos portugueses, dos jogadores de futebol na sua maioria e das modelos portuguesas.

Depois queixam-se...

9.12.05

Amigo Secreto, Desgraça Publica

Aproveito a onda natalícia para falar desse flagelo da época que é o muito divertido jogo entre colegas de trabalho chamado "Amigo Secreto", onde através de um sorteio de papelinhos durante 2 ou 3 semanas teoricamente temos de bajular uma aventesma que também trabalha no mesmo sítio. Tudo bem, pode ter-se sorte e sair aquela secretária boazona que de profundo só tem os decotes ou (para não ofender o público feminino) o tipo dos Recursos Humanos, que tem um físico e um intelecto cuidados, não arrota na presença de senhoras e abre a porta do carro para elas entrarem (um personagem ficcional portanto), mas na maioria dos casos ou não se liga pevas ao desgraçado/a que nos coube em sorte ou lá se compram uns rebuçados do Dr.Bayard e se oferece no fim uma agenda para o ano que vem.
Seria bem mais proveitoso e menos hipócrita criar o "Inimigo Secreto", onde cada funcionário escolheria um colega/patrão que lhe causasse particular repulsa e durante essas duas semanas, anonimamente lhe chamaria tudo quanto não tem coragem para dizer na cara e outras condutas impróprias. A vantagem seria que no final do período não se tinha de identificar, mantendo o anonimato e poupando aqueles 5 minutos de conversa de chacha na altura da revelação havendo, no entanto, para os mais corajosos a opção de um frente a frente, em que em vez da troca de prendas haveria uma troca de murros e insultos, que certamente animaria muita festa de Natal moribunda.
A desvantagem é que haveria certamente gente beneficiada no número de Inimigos Secretos, mas também se o mundo fosse perfeito, este passatempo não faria sentido...

5.12.05

Se é português não dá cara...

Na passada fui almoçar a esse entrecosto de culturas que é o Chimarrão. Sendo moderadamente alarve, escapei a uma instituição que fascina os portugueses chamada rodízio e dirigi-me à zona de "Prato Cheio", onde mais difícil do que decidir se se leva um prato grande ou pequeno, é conseguir encontrar um prato limpo ou até mesmo um empregado português, o que me leva ao assunto desta dissertação.
Depois de ter confirmado junto de um empregado que não dava para baixar o som da música brasileira de intérprete desconhecido que soava altíssima junto à minha mesa, pelo simples facto de, infelizmente, esse mesmo intérprete estar a actuar ao vivo no andar de baixo, peguei no meu prato e fui enfrentar o grill.
Chegado lá e depois de ter hesitado na panóplia de acompanhamentos disponíveis, escolhi apenas tomate e arroz branco, os únicos que não pareciam ter saído do estômago de um cliente anterior.
Chegado à zona das carnes, o empregado pareceu-me algo familiar e não me refiro ao facto de ele tratar todos por "Amigão". Enquanto ele colocava questões profundas às pessoas que me antecediam na fila, como por exemplo "Maminha senhor?" "Picanha?" ou até "Cupim?", algo não batia certo na minha cabeça, para além do habitual. O sotaque brasileiro confundia-me, porque eu reconhecia aquela cara atrás dos espetos, mas não me lembrava de onde, já que não tenho grandes amizades entre o staff do Chimarrão, nem na comunidade brasileira em Portugal.
Quando chegou a minha vez, fez-se luz, possivelmente porque a sala estava pouco iluminada em dia cinzento, e vendo melhor a cara do indivíduo foi aí que me lembrei: aquele gajo costumava estar sempre a jogar basket no Estádio Universitário, no tempo em que eu passava lá a vida a fazer o mesmo. E não era brasileiro...
Foi aí que ele, sem olhar para mim começou com um "Boa tardjiii senhoooôrrr..." que interrompeu prontamente quando me reconheceu e, falando em tom baixo me disse:
- Então, tudo bem contigo? Olha que a picanha hoje está muito boa - num português de fazer inveja a Edite Estrela.
Fiquei estupefacto com aquela camuflagem linguística e só tive a capacidade de lhe dizer com frontalidade:
- Tudo bem, podem ser dois pedaços então, ah e duas salsichas.

Depois desta reencontro emotivo dirigi-me à mesa, ainda a pensar. Se o gajo é português, das duas uma: ou inebriado pelos fumos da grelha de carnes brasileiras e da música em altos berros não conseguiu resistir ao "açucar" do linguajar indígena ou a administração do Chimarrão tem uma política de restrição em relação a empregados portugueses, o que se pegar moda pode ser um pau de dois bicos, senão vejamos três exemplos:

- As lojas de chineses deixarão de empregar brasileiros como já o fazem, acabando com um foco de confusão para os idosos, que no exterior viam um pagode e no interior ouviam pagode, perdendo referências geográficas e contexto cultural.

- Assistiremos ao regresso do referenciado empregado chico-esperto às pastelarias nacionais, combatendo o desaparecimento de uma figura mítica nacional.

- As empregadas domésticas serão obrigadas a falar português, tornando-as compreensíveis, mas que por outro lado implica que sermos obrigados a perceber do que falam.

Como se vê, não faltam exemplos e agora que se aproxima o Natal, seria interessante aproveitar o tempo que se vai perder nas filas para pagar os presentes, para pensar em assuntos tão vitais como este.

25.11.05

Konami anuncia lançamento de Pro Evolution Soccer Tuga

A Konami está a ultimar o lançamento do jogo Pro Evolution Soccer Tuga. Será em tudo igual aos seus antecessores, com a diferença que desta feita todas as equipas terão uma temática específica dentro dos quadrantes da sociedade portuguesa. Por exemplo, podemos jogar um épico com a equipa Germanófilos Do Tempo Da Outra Senhora, capitaneada por Rolão Preto, contra os temíveis Homofóbicos De Quem Ninguém Tem Saudades, cuja maior estrela é Carlos Candal. Dentro da amálgama de outras grandes equipas podemos incluir 22 Gajos Que Tiveram Os Seus 15 Minutos De Fama E De Quem Ninguém Se Lembra, Esquadrão Laranja de Tendência Cavaquista, Gajas Boas Que Ninguém Enjeitaria, Políticos Com Halitose, Pedófilos Que Podem Não Ser Mesmo Pedófilos, Pedófilos Que Não Enganam Ninguém, Elenco Da Vila Faia, Todos Os Músicos Que Passaram Pelos Delfins, Filhos Bastardos De D. Afonso Henriques, Irmãs Jardim, Mulheres Enganadas Pelo Capitão Roby, Única Administração Hospitalar Honesta, Humoristas de Pacotilha, Empresários de Futebol, Trovadores Medievais, etc.
O jogo será lançado em directo na edição deste ano do Natal dos Hospitais.

RTP lança Pascoal

Devido à necessidade imperiosa de alcançar mais audiências, a RTP pretende inovar cada vez mais no âmbito da ficção. Para já, prepara-se para lançar a série “Pascoal, o Bacalhau Polícia” que fará frente aos rafeiros Rex e Max, da SIC e TVI, respectivamente. Segundo Nuno Santos, director de programas da estação pública, o casting está fechado e as filmagens já decorrem. A série será interrompida aquando do Natal para retirarem umas postas, a cara e a língua ao Pascoal, período após o qual o cirurgião Ibérico Nogueira procederá a uma difícil reconstituição do fiel amigo com vista ao retomar das gravações. Segundo Ricardo Carriço, que pediu anonimato, esta série tem tudo para vencer. Carriço interpretará Zé do Pipo, uma espécie de sidekick do Pascoal, e esteve dois meses em reclusão na Noruega para entrar na personagem. Referiu ainda que os espectadores podem esperar dele a mesma panóplia de emoções que mostrou em personagens clássicas como Rick Planeta na saudosa série "Claxon", Pedro em "Ninguém como Tu" ou ainda aquele gajo que aparecia sempre à hora das refeições em "Médico de Família". Portanto, e em rigor, pode-se esperar de Zé do Pipo diletantismo pueril, olhos inexpressivos de carneiro mal morto, berraria desenfreada e aquela pose de quem já entrou nos quarenta mas ainda tem força na verga.

23.11.05

Íntimo e Profundo

Gostaria de partilhar algo aqui entre nós, uma coisa que a maior parte de vós não deve saber: a Falha Challenger (ou Falha das Marianas) situada ao largo das Ilhas Marianas no Pacífico Sul é o local mais profundo do Oceano que se conhece, com perto de 11 kms de profundidade e digo isto de coração aberto, sem medo das consequências.

É esta a resposta a todos aqueles que insinuavam que neste blog reinava a piada baratucha, que não se aprendia nada e não haviam conteúdos íntimos e profundos.

20.11.05

Porque será...

Depois dos bons resultados obtidos ao longo dos anos nas Olímpiadas Especiais, das audiências dos Malucos do Riso e de boa parte do elenco dos Morangos com Açucar, Portugal volta a mostrar que há espaço para o desenvolvimento do cidadão com deficiência no nosso país.

Portugal vence Festival da Canção para cidadãos com deficiência

Um facto que se destaca, para além da vitória em si, por dois motivos: o 1º é que ficámos a saber que os intervenientes no outro Festival da Canção ao que parece afinal deverão ser considerados "pessoas normais" e o 2º é que existem mais pessoas em Portugal a compôr letras de música em festivais para além de Rosa Lobato Faria, já quando questionados sobre a autoria da letra, Rita e Márcio responderam:

"Rosa Lobato Faria???!! Claro que não, só o intérprete é que precisa de ser um cidadão com deficiência mental..."

17.11.05

Quanto mais batas...menos gosto de ti

Confesso que tenho um ódio de estimação à recorrente moda de tudo quanto é estabelecimento comercial ter no atendimento jovens com uma bata branca. Compreendo que é moderno, que dá um ar profissional, científico, médico, whatever, mas há limites para tudo digo eu...

E onde é que eu traço o meu limite? Farmácias? Sim, tudo bem. Centros de estética e afins? Depende, mas ainda vá que não vá...a partir daí, o número de circo começa.

Ele é no Celeiro, onde jovens (nacionais e de leste) me aconselham cientificamente sobre a influência dos microorganismos de uma empada de algas no meu estômago enquanto falam da cabra que trabalha na loja de perfumes ao lado, ele é em lojas ópticas onde um simpático rapaz de bata branca consegue enumerar 20 nomes de marcas de armações, mas se eu lhe perguntar pelas dioptrias, ele diz-me provavelmente que esse modelo só chega no início do ano.
Já nas lojas de cosmética qualquer moçoila que se preze, tem à perna uma simpática acólita de branco, mascando pastilha elástica de boca aberta e dissertando sobre a qualidade de um blush quando se vai para a discoteca ou numa loja de fotocópias um gajo diz-me que as cópias que se tiram naquela loja têm o selo de qualidade da NASA...

Enfim, um pretexto triste para se convencer o povo de que tudo é científico, tudo é medicinal e o melhor é que muitas vezes funciona...

Meditando sobre isto, despeço-me com um pensamento: Uma vez que o gajo do talho há muito que também usa uma bata branca, porque raio nunca me veio falar ele das propriedades medicinais das costeletas que retalha suavemente com o seu facalhão, ficando-se por um "Estas são daqui" enquanto passa os dedos ensanguentados pela sua própria orelha...

11.11.05

Tendências

Dizem que tenho tendência para abusar do trocadilho....






































Não sei porquê, mas isso parece-me uma questão de fundo...

Um saber de experiência feita

Pelo que ouvi, o vetusto Soares diz que é o candidato mais habilitado, caso seja eleito presidente, para evitar que em Portugal se repita a situação "quente" e os incêndios da últimas semanas em França.

Duvidando de muita coisa nesta candidatura de Mário Soares, esta é daquelas coisas em que acredito plenamente no que ele diz. É que é impossível negar que, em todo o panorama político português, será difícil encontrar alguém com mais experiência do que Soares no que toca a passar pelas brasas...

9.11.05

Negocios da China

"Portugal e a China vão assinar um protocolo de cooperação na área hospitalar, disse hoje em Pequim o ministro da Saúde português, Correia de Campos, no final de uma visita à China."

in Diário Digital


Ou seja, as cantinas hospitalares portuguesas passarão a servir nas suas refeições o tradicional menu de crepe, aloz chao chao, plato do dia e soblemesa, haverá uma pequena "loja dos chineses" em cada hospital nacional, quer para os pacientes em espera nas urgências, quer nas visitas e ao pagar a conta hospitalar, consoante a despesa, ganhará um calendário chinês, um serviço de chá ou até mesmo a famigerada agualdente de aloz.

Em contrapartida, Portugal enviará camisolas de Figo e Cristiano Ronaldo para as crianças chinesas nos hospitais (desde que estas trabalhem nas instituição), Cd's de Toy e Ágata para acabar de vez com a miséria de determinados pacientes terminais e ocasionalmente um ou outro político, para estudos de neurologia em espécies primitivas.

8.11.05

A contra-piada

Serve este post para consolo de todos aqueles que numa base diária ou perto disso são obrigados a lidar com humoristas de pacotilha. Estes artistas, maioritariamente homens, não resistem a fazer piadas, muitas vezes de má qualidade, mal surge a oportunidade, seja em que situação fôr.

Os humoristas de pacotilha têm uma rivalidade ancestral com os humoristas inatos, assim ao estilo dos Syth e dos Jedi (para os menos aficionados, uma piada Star Wars), essencialmente porque os humoristas inatos possuem uma arma a que eles sempre aspiraram, sem nunca conseguirem dominar: o poder da contra-piada.

A arte da contra-piada pode ser ensinada a qualquer um, mas quem é humorista de pacotilha não percebe a sua essência e falhará ao utilizá-la, tornando-a mais uma piada foleira. Daí o seu ódio visceral por quem a ensina...

Mas o que é afinal a contra-piada? Trata-se do método neutralizador para uma piada foleira (a arma comum do humorista de pacotilha), normalmente na forma de uma resposta incisiva ou reutilização da piada foleira contra o seu autor de maneira acutilante. Há quem seja naturalmente dotado na matéria, há quem aprenda a usar a contra piada e há quem nunca consiga usá-la, constituindo este grupo o alvo preferencial do humorista de pacotilha.

Para uma melhor percepção do assunto, fica no entanto um exemplo de um combate de humorista foleiro vs aprendiz de contra piada, com desfecho favorável para o segundo...

Humorista Foleiro - Então, que se passa?
Aprendiz (tímido)- Pediram-me para ver este trabalho contigo...
HF (sorriso alarve 1)- É um bocado abichanado, não?
A (sorriso amarelo)- Sim, mas é o que me pediram, uma coisa poética...
HF (sorriso alarve 2)- Ah, então é isso, por ser abichanado é que to deram a ti
A (sorriso aberto) - Não, mas deve ter sido por isso que me pediram para falar contigo...
HF - Riso forçado...

4.11.05

Voltei, Voltei

Fazendo uso deste êxito de Dino Meira, aqui assinalo o meu regresso às lides, embora com muito menos espectacularidade do que se o referido artista a dizê-lo, já que para todos os efeitos, está morto.

Sei que provavelmente estou a falar sozinho mas, tal como muitos dos meus amigos de férias num conhecido resort da Avenida do Brasil, é algo a que estou habituado e não me incomoda nada.

Serve o presente para dizer que no futuro poderei optar por uma de duas soluções: arranjo mais alguém com força na pena para se juntar a este trio de dois onde praticamente só escreve um, continuo a espalhar classe por estas bandas com a mesma intensidade que o Prestige ou começo a mendigar blog a blog por um espaço de acolhimento com menos mofo do que este.

Entretanto, vou tentar vir cá com a mesma regularidade com que Mário Soares dará paulada no Cavaco até ao dia das eleições.

20.9.05

Tudo pela Matematica

Se há coisa pela qual este blog é reconhecido, é pela regularidade com os seus elementos aqui mandam os seus bitaites. E quando eu, reconhecido desfazado nas datas e prazos sou o gajo mais regular, para não dizer o único, a coisa assume proporções catastróficas. Mas pronto, chega de desculpas esfarrapadas e vamos ao que me trouxe de novo por estas bandas...

Venho por este meio enaltecer o esforço levado a cabo pelo Governo para dar novo alento à Matemática em Portugal, por meio de uma aproximação do tema junto dos jovens. E que forma melhor para fazê-lo do que nomear Guilherme Oliveira Martins, vulgo Mr. Bean, para presidente do Tribunal de Contas. Os miúdos gostam do personagem e podem agora esperar divertidas carantonhas na hora da apreciações de relatórios e afins, que vão passar a ser transmitidas para colmatar falhas nas grelhas da programação da RTP ou antes dos telejornais. Caso a medida revele acolhimento junto do público, estão já apalavradas as indigitações do palhaço Batatinha para o Ministério da Ciência e Tecnologia, área na qual se pretende também criar um novo impacto junto das crianças portuguesas e do Avô Cantigas para a Direcção Geral de Impostos, para que os petizes aprendam, através de animadas cantigas, que é feio fugir ao fisco.

25.8.05

Regresso as aulas

Como toda a campanha foleira de regresso às aulas, também eu estou de volta depois de férias. Pelas datas, poderia pensar-se que sou um burguês e estive um mês seguido de férias...A ideia era essa, já voltei à dura labuta há quinze dias, mas achei que seria mais impactante regressar depois de um mês. Assim tenho um intervalo de tempo maior para mentir sobre o que fiz nas férias...

Para já adianto que fui ao Brasil. Sendo muito religioso, optei por ir a Natal, pois sempre quis conhecer o local onde Jesus foi passar férias depois de perceber que desse por onde desse, não tínhamos salvação possível. Foi engraçado, visitei inclusive o Forte dos Reis Magos, que pelos vistos à pala da história de seguir a estrela, também acabaram de férias por estas bandas. No entanto, mais avisados que o Messias, optaram por se refugiar num forte, não lhe fossem gamar as prendas...

Aprendi que falar português a uma velocidade normal desperta também a hospitalidade de muitos locais com que me cruzei, já que depois de um primeiro cumprimento, cada vez que eu falava insistiam em cumprimentar-me de novo "Oi, Oi?" É bom criar empatias com o povo irmão...

Mas pronto, chega de ostentação, utilizando as palavras do Principe Carlos ao apresentar a sua esposa Camilla a alguns altos dignatários durante uma recepção: "Passemos à vaca fria..."

26.7.05

Presidenciais com candidatos do outro mundo

Ao que tudo aponta, o mítico “Bochechas” está de novo na corrida às prsidenciais. Se bem que pela sua vetusta idade, Soares já devia ser tratado carinhosamente como “Bochechas Engelhadas”, é notável que um homem cuja a idade já aconselharia a que se preocupasse com o destino dos seus orgãos, se preocupe em dirigir o destino dos portugueses.
No entanto, do lado da direita, enquanto Cavaco se vai entretendo, dizendo que não enquanto acena que sim com a cabeça, históricas figuras do passado da direita, ganhando alento com os rumores de Soares, começam também a sonhar com corridas à Presidência…
Adriano Moreira já disse que, se não fosse a próstata, era indivíduo para mostrar que ainda tem força na verga para ir a eleições, mas a grande novidade é o hipotético regresso de um presidente de direita que pautou o seu mandato pela determinação e assertividade. Por meio de uma medium de Alcobaça, Américo Thomaz já disse que tem a disponibilidade e a presença de espírito necessária para ir a votos, relembrando o facto de estar habituado a lidar com a pressão da ida às urnas.
Para o ex-militar, o facto de “já não ter de levar com o narigudo” é outro factor positivo, já que poderá mostrar depois de morto, uma dinâmica que não conseguiu passar enquanto vivo. A terminar, Américo Thomaz referiu ainda que só avançará, depois de os seus responsáveis de marketing resolverem o problema referente ao facto de ele ter de falar por meio de uma senhora gorda de buço, que revira os olhos e se espuma, o que o pode prejudicar no contacto com o eleitorado.

15.7.05

Portugal, patria de modelos e filosofos

Segundo uma estatística efectuada com base numa pesquisa no hi5 (aka Fogueira das Vaidades online) em Portugal 80% da população jovem tem atributos e potencial para ser um supermodelo, 95% dessa mesma população tem a capacidade de efectuar uma pose sexy descontraída e 98% lê livros profundos e tem uma concepção filosófica da vida.

Já numa perspectiva experimental da abordagem, arrisco-me a avançar com a conclusão de: quanto menor for a superfície do corpo coberta de roupa, maior será o número de amigos, muitos dos quais dispostos a testemunhos de amizade tão profundos como:

"Uau, pareces-me podre de boa. Adiciona-me para falarmos no MSN e te conhecer melhor: tarolo@hotmail.com"

"Pareces-me linda por dentro e por fora. Agora que já te conheço por fora, deixas-me confirmar como és por dentro? manuel_subtil@msn.com"

"Miguchaaaaaaaaaa, curto-te bués, lembras-te quando aviámos aqueles camionistas suecos!!!!!! Eles vêm cá este VERAOOOOO. Vaix xer uindooooooo..."

Lamentavelmente, este estudo Hifiviano também comprova outro dado que invalida em grande parte os outros resultados do estudo: Em Portugal abundam tanguistas de primeira, casanovas de segunda e modelitos de terceira, todos eles com uma perspectiva da realidade bastante distorcida.

A propósito, quem quiser que eu o adicione como amigo no hi5 é só dizer.

11.7.05

Tirei o dia para os trocadilhos idiotas

Sou daqueles que pensa que para fazer um trocadilho miserável é preciso arte e persistência. Nada de sucumbir aos sempre fáceis Sumás de ananol, trocadalho do carilho, cocaquinha frescola e ouílias da mesma famoutro. Vai daí, que devido ao pouco fluxo de trabalho matinal me dei ao luxo de pensar um pouco.
Não me tendo surgido nada de brilhante, ocorreu-me pelo menos muito trocadilho de potencial miserável, senão vejamos:

Assinatura de uma loja de tapetes:

- Quem não tem persa, escolhe com tempo.
- Tá sem persa? Vá entrando.

Campanha para recolha de resíduos em mercearias:

- Ó Evaristo, tens cá lixo?

Convenção de Dentistas com problemas de afirmação:

- Todos somos lindos por dente

Magazine dedicado à comunidade cigana:

- Mundo para lelo


E, antes de que seja vítima de impropérios maiores dos que já foram aqui proferidos:

Novo Bar Gay na zona ribeirinha:

- Há roto no cais

3.7.05

O poeta pois que é um fingidor.
Finge tão completamente, naturalmente
Que chega a fingir que é dor
Pois a dor que deveras sente.

E pois que os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem, claro,
Pois não as duas que ele teve,
Mas só a que eles naturalmente não têm.

E pois que assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Naturalmente esse comboio de corda
Pois que se chama coração.

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1.7.05

Salao Erotico de Lisboa - O casting

Ao que consta, o Ministro das Finanças foi a grande revelação no primeiro dia do certame, ao participar nos castings para actores promovidos no local. Eis um excerto da entrevista com um responsável:

Óscar Alio - Entonces e a sua disponibilidade?
Campos e Cunha - Quer dizer, eu sou ministro, tenho muito tempo livre...
Óscar Alio - Muy bien. Activo ou passivo?
Campos e Cunha - Essa é difícil, sabe é que eu para me manter activo, tenho de lixar o passivo...
Óscar Alio - Bi por supuesto. Tenes alguma característica particular?
Campos e Cunha - Olhe, sem grande esforço acabo de f.der perto de dez milhões de portugueses...

29.6.05

Circus, Circus

Sei que não é de agora, mas só agora tomei consciência de que existem ainda umas quantas estações de Metro que têm plantados no seu interior vendedores de pipocas. Tudo bem, para muitos, o Metro é um verdadeiro circo, mas isto pareceu-me um conceito algo exagerado.
Mas então pensei melhor e, verifiquei que há de facto um vasto potencial circense no Metro:

- domadores de cavalos (ou pelo menos do seu cheiro)
- mágicos que fazem desaparecer carteiras e respectivas partenaires (ou pelo menos senhoras que se veste como se o fossem…)
- hipnotizadores que com o seu olhar fixante tentam hipnotizar decotes alheios,
- equilibristas que com os olhos fechados, mantêm o equilíbrio em pé nas suas viagens matinais e resistem aos mais pujantes encontrões
- contorcionistas que conseguem enfiar os seus dedos em locais inimagináveis do seu próprio corpo
- atiradores de facas (que por meio de um corta unhas, atiram destemidamente perigosos projécteis)
- animais selvagens e exóticos (incrivelmente alguns são muito parecidos, em termos de comportamento, com seres humanos, nem que seja por breves segundos)
- palhaços com fartura
- crianças excitadas (e, por vezes, adultos excitados…)
- potenciais engolidores de fogo (portanto actuais engolidores de álcool)
- Ocasionalmente, mulheres barbudas

Sem me esforçar muito, juntei aqui um lote que faria inveja a qualquer Cardinali da nossa praça, pelo que compreendi de imediato o propósito das pipocas: se vais levar com eles, pelo menos aprecia o espectáculo de barriga cheia.

Mal posso esperar pelo final da tarde para mais uma sessão…

22.6.05

Orientam-se ai uns trocados?

Jorge Sampaio procedeu a alguns comentários "menos abonatórios" sobre as instituições bancárias e a sua relação com o endividamento dos portugueses, que se enterram até ao tutano para comprar mais alguma coisinha.

A primeira contra medida apresentada de imediato pelos responsáveis visou exactamente o nosso Presidente da República:

"Já estávamos habituados à sua interminável prosa do Dr. Jorge Sampaio, mas a partir de hoje ficou claramente definido, não podemos dar crédito ao que este senhor diz. Sabemos que não é muito, mas sempre é um princípio..." - disse um simpático responsável de um grupo bancário português, enquanto acendia o seu charuto com uma nota de 500 Euros.

As lojas de penhores e o sector dos agiotas também se mostraram favoráveis em relação ao teor das declarações de Sampaio:

"É tempo de dar dinamismo ao nosso sector e acabar com as máfias industrializadas do crédito. A arte do endividamento e concessão de crédito deveria voltar ao tradicionalismo e às cobranças dificeis através de violência física que sempre defendemos" - foram estas as palavras de um entusiasmado Manuel "Garrote", presidente do SAN (Sindicato de Agiotas Nacionais), enquanto espancava Dona Guilhermina Silva, 68 anos, ao que parece por esta ter 2 semanas de atraso no pagamento do crédito para uma prótese dentária.

16.6.05

Sinal dos tempos

Quando era um petiz, há já algum tempo, lembro-me de estar na praia com o meu pai e ele apontar lá bem ao longe, no mar, um arrastão que se deslocava vagarosamente.
Pelo que vi, hoje em dia as coisas são diferentes, o arrastão aparece é na praia, desloca-se rapidamente e não é o teu pai, mas sim um mitras mal encarado que te aponta alguma coisa (possivelmente uma naifa), não para contribuir para a tua educação, mas sim para a riqueza pessoal dele.

Estamos sempre a aprender…

3.6.05

Uma questao de peso

Chega sempre uma altura, seja nos homens ou nas mulheres, em que surge a pergunta: "Estarei gordo/a?"

A minha chegou estou fim de semana, quando nos Pasteis de Belém, ao pedir uma dúzia de pasteis ao balcão, o gajo me responde "É para comer agora?"

O meu lado positivista disse: "Não te preocupes, foi apenas uma questão formatada pela profissão do indivíduo em causa" (reparem no léxico enriquecido do meu lado positivo)

O meu lado negativo disparou: "Minha lontra, larga os pasteis e vê se mexes essa peida"
(bastante mais rude, este meu lado negativo)


Moral da história: Mande sempre outra pessoa comprar Pasteis de Belém.

23.5.05

A minha novela

Nunca gostei de novelas. Mas quando era puto gostava de ver o wrestling e o mítico Tarzan Taborda a comentar. Frases como "Este tipo não passa de um fanfarrão, dominava-o com uma mão atrás das costas" ou "No meu tempo usava muito a dupla patada" eram o ponto de alto de emissões onde lutadores com caparro e fatos de lycra ridículos, fingiam combater e ter ódios de morte.

Quando isso acabou na RTP, deixei cair o entusiasmo pela "modalidade".

Aqui há uns meses, descobri que a SIC Radical estava a dar Wrestling, infelizmente sem o apoio do insubstituível Tarzan, mas com legendas sobre os comentadores originais. Comecei a ver com a curiosidade natural do deixa lá ver se ainda conheço alguém...

A coisa continua falsa como sempre, os fatos elásticos e 100%polyester continuam lá, agora há gajas (com um ar bastante pecaminoso) e enredos com casamentos e engates, há tipos que mais de dez anos depois ainda lá andam e o entretenimento básico continua...

Repito, eu nunca gostei de novelas, mas vejo-me novamente seguidor atento das peripécias do Undertaker, do Shawn Michaels, do Triple H e de outros "fanfarrões"...

Tenho 27 anos, gosto de ler, não bato na minha namorada e tenho uma profissão que se pode considerar interessante. Sofrerei de perturbações mentais?

20.5.05

Festival da Cançao - A Mafia de Leste esta em todo o lado

Eu sempre soube que por detrás da queda da URSS, haveria muito mais do que a história da "Perestroika" e da abertura ao regime ocidental e blá, blá blá. Nos últimos anos a resposta tem-se tornado evidente: o domínio do Festival da Canção. Cansados do folk popular russo e da mítica balalaika, os últimos dirigentes soviéticos há muito que já deviam cobiçar tão apetecível montra de talentos e músicas que ficam para sempre na cabeça, tal como a mancha de Gorbachev.

E com a criação de milhentas repúblicas que vão desde as conhecidas Estónias, Letónias, Ucrânias e afins, aos inenarráveis Turquemenistões, Quirguizistões, Uzbequistões e outros palavrões chatos como os co...(complete consoante a sua formação moral) o plano ficou pronto.

Cada uma dessas repúblicas vota em todas as outras, e por aí em diante, dando origem a uma bola de neve que, possivelmente em esquema de rotatividade, assegura a vitória a um desses representantes da ex-URSS. Como é óbvio, na maior parte dos casos (99,9%) a qualidade musical não interessa até porque, curiosamente, muitas dessas vezes ela pura e simplesmente não existe. Seja o grupo de rockeiros pseudo modernistas, que baseou o seu look nos Scorpions (e infelizmente a sua música também), ou um lote de freaks e bonecas de leste que passam por aqueles palcos, todos eles não passam de fantoches, e como toda a gente sabe, fantoches não cantam...

O que é que isso tem a ver com o facto de, invariavelmente, a prestação portuguesa ser uma grande merda? Rigorosamente nada.

O que é que eu mudaria na participação portuguesa? Apostar no único factor que ao longo dos séculos se manteve como o bastião de qualidade lusitana no Festival da Canção, ou seja, pôr o Eládio Clímaco a cantar. Sim, porque ao menos se poupavam uns trocos e o gajo que relata o evento, cantaria também...O resultado seria provavelmente o mesmo, mas pelo menos o pessoa sempre se ria um bocado.

No entanto, em jeito de despedida, gostaria de deixar uma palavra ao duo lusitano que nos representou ontem e, ao que parece, se esqueceu que o Festival era da Canção e não da Pantomima: Cebolas

19.5.05

Diz que disse

Há coisas que eu me metem nojo. Erros ortugárficos por exemplo, mas acima de tudo o "diz que disse". Haverá maleita maior na sociedade portuguesa (tirando as novelas da TVI é claro)? É impressionante como as histórias perdem toda a sua veracidade à medida que vão passando de boca em boca.

Exemplo:

Aqui há umas semanas, vinha no autocarro (um clássico) e duas simpáticas velhotas descorriam sobre a morte do filho de um ex-futebolista do Benfica, que na sequência de uma discussão qualquer ao volante foi baleado mortalmente numa bomba de gasolina.

"Ai, eu até conheço o tio dele, o miúdo era uma jóia, não fazia mal a ninguém..."
"Pois, acho que tinha tido uns problemas com a justiça, mas acho que já eram águas passadas"
"Olhe que não sei, ouvi falar em coisas de drogas, se calhar foi toxicodependente durante uns tempos..."
"Acho que não tomava disso, era mais vender pelo que me constou..."
"Pois, só querem fazer dinheiro fácil, trabalhar que é bom nada!"
"Sim, que isso da droga dá muito dinheiro, mas meu Deus nunca acaba bem"
"Viu-se, veja lá o que lhe aconteceu..."

Em cinco minutos, o pobre infeliz passou de "ser uma jóia", para "traficante que teve o fim que merecia", sem intermediários nem factos comprovados...é triste este panoramas, mas é a mais pura das realidades. No entanto, o mais chato disto tudo é ele ter morrido antes de me entregar umas gramas de coca que eu já tinha pago, a pedido de um amigo meu. Enfim, tristezas!

Mas, também eu já suportei na pele a infâmia do boato e do "diz que disse". Soube, por intermédio da minha mãe, que a porteira do prédio onde ela mora até há bem pouco tempo pensava que eu era futebolista...Santíssimo, que amargura!

Primeiro, pensei: "Ora, se eu nem costumo coçar ostensivamente os testículos em público, não falo de mim na terceira pessoa, a minha namorada não é loira e não tenho madeixas da moda...porque raio pensará ela semelhante coisa..."

Depois, o meu ego veio ao de cima, "Deve ser do porte atlético, ou a altivez com que carrego os saquinhos do lixo quando a encontro à noite..."

A minha mãe deu-me o toque da realidade "Não, é porque andas muitas vezes com o saco de desporto e com a barba por fazer..."

Bem, resignei-me, podia ser pior, podia pensar que era duma juventude partidária de esquerda ou técnico municipal de saneamento (vulgo, Almeida). Aceitei o destino e foi assim que o Sérgio começou a falar de si na terceira pessoa...

Despeço-me com amizade e com a certeza de que dou o melhor que tenho todas as semanas para satisfazer o público, mas estas decisões não me cabem a mim, eu estou aqui é para escrever e para merecer a confiança do público...

26.4.05

Ordem na Quinta

Voltei e isso só por si é boa notícia. Depois de um mês dedicado a outras tarefas em que o blog foi deixado aos bichos (e às bichas, se tivermos em conta os outros dois que por aqui deveriam pastar), a coisa vai fiar mais fino...

1.4.05

Este post é mentira.

14.3.05

Maratona Social

Ontem, cumpri a minha 7ª Mini Maratona. Suei que nem um porco, nem fiz o meu melhor tempo de sempre, mas uma satisfação ninguém me tira. Obriguei o Presidente da República e o Primeiro Ministro a comerem o meu pó...


PS - Alguém me explica porque há ainda jovens, de bom aspecto, que se maquilham antes de irem correr???
PS2 - Alguém também me explica porque velhas que mais do que terminar a mini maratona, se deviam preocupar em tentar sobreviver a mais um dia, insistem em partir dos primeiros lugares para depois ir a andar??? Eu tenho uma teoria que envolve corpos jovens em corrida que se vão roçando, mas não quero sequer pensar nisso...

8.3.05

Postal dos Correios do PP

Esta é uma pequena adaptação, composta por um dirigente do PP, que quis manter o anonimato...

Querida mãe, querido pai. Então que tal?
Tomem lá o Freitas que aqui ninguém o quer

Entre gajos que de nós dizem mal

Este é um dos que nos dá mais que fazer

Mas falemos de coisas bem melhores
O Paulinho parece que está de saída
Parece que vai para estivador
Dizem que é um emprego com saída

Isto das eleições foi uma bela encomenda
bateram-nos sem dó nem piedade
Lá nos deixaram uns quantos deputados
Sempre dá para enganar a saudade

Só espero que não nos voltem a mandar
Aquele invertebrado na volta do correio

O Narana não pára de melgar

Será que anda feito com o Monteiro'?

Já não tenho expectativas de ministro
Eu e o resto do nosso pessoal
Um abraço deste que tanto vos quer

Sou capaz de emigrar para Natal

6.3.05

O que ele faz quando ninguém está a ver...

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24.2.05

Sindicato dos Humoristas preocupado com o futuro

Depois de três anos de abundância, em termos de matéria prima, o Sindicato dos profissionais portugueses na área do humor revela-se preocupado. Segundo um dos membros da direcção, o palhaço Batatinha, o cenário revela-se algo nebuloso e avistam-se já algumas inquietações:

"Quer dizer, nós com o Portas e o Santana estávamos descansados. Por mais que o país se afundasse, nunca havia de faltar motivo para galhofa e humor a rodos. Mas, com a presumível saída de cena destes personagens, a coisa está ficar preta e até quem já pense em começar uma petição para que lhes seja entregue algum cargo público, para a malta sempre ir metendo umas buchas"

Então e José Sócrates? Batatinha avança:

"Bem, sabe como é, nós ficamos sempre felizes quando um de nós ganha algum protagonismo e tenho de admitir que a história do choque tecnológico e dos 150 mil empregos tem sem dúvida um trabalho de humorista por trás. Espero que não considerem esta minha última expressão uma insinuação maldosa, coisa que não é minha intenção.
No entanto, não podemos descansar em relação ao futuro da classe lá porque há alguém que já se safou. Tudo bem que o possível regresso de alguns tipos do tempo do Guterres é uma base negocial para nós, mas exigimos mais medidas concretas, para podermos assegurar o futuro do humor e da sátira social em Portugal".

21.2.05

21 de Fevereiro - O Dia depois de Hoje


- Um penteado decente pode ser um trunfo importante.

- Os portugueses demonstram uma maior abertura, preterindo Cinha Jardim em prol de Diogo Infante.

- Está tudo ansioso por ver Betty Grafstein na pasta da Joalharia.

- Está tudo ansioso por ver Mário Soares na pasta do Dominó.

- Marques Mendes será o próximo líder do PSD (às cavalitas de Manuela Ferreira Leite).

- Acabou-se o poleiro para Narana. Sabemos de fonte segura que pondera voltar ao negócio da floricultura.

- Luís Delgado suspirou de alívio, pois prefere defender Santana na oposição do que Santana no governo (às vezes é complicado manter um emprego).

- Santana tem assim mais tempo para adicionar as amigas dos filhos aos seus contactos do hi5.

- Paulo Portas conheceu finalmente o verdadeiro significado do "choque tecnológico" quando deu um murro no teclado e levou com a tecla de space na penca.

- Miguel Portas fumou peyote, cachimbou e dançou pela noite fora.

- Deus Pinheiro concluiu que fez bem em dedicar-se ao golf e à aquisição de jeans encarnadas para as suas aparições em festas.

- Jorge Sampaio e Maria José Ritta fizeram amor sem intuito de procriar pela quarta vez desde que contraíram matrimónio.

- João Soares olhou para o retrato do pai e ponderou que afinal só herdou mesmo as bochechas.

- Alexandre Frota convidou Morais Sarmento para um combate de Vale-Tudo, em local a designar.

- Luís Nobre Guedes espancou toda a gente que encontrou no caminho dos estúdios da TVI até casa.

- Jerónimo de Sousa leu "O Capital" pela centésima trigésima nona vez. Há sempre algo que nos escapa.

- Odete Santos tirou a máscara e disse: "Eu é que sou o Álvaro Cunhal!"

- Manuel Monteiro tentou convencer Dina a renunciar ao lesbianismo, enquanto reflectia sobre o futuro da Nova Democracia.

- João Vale e Azevedo anunciou a intenção de se candidatar à presidência do PPD-PSD.

16.2.05

Sabotagem no debate

Depois do seu "afastamento" do debate de ontem o secretário geral do PCP, Jerónimo de Sousa, já avisou que vai avançar com um processo crime contra a Sony. O candidato foi surpreendido no debate televisivo com os líderes dos principais partidos, por uma inesperada afonia e graves dificuldades ao nível de audio, que o levaram inclusive a abandonar o debate ao intervalo, sem ter podido explorar qualquer um dos temas abordados.
Segundo Jerónimo de Sousa nos adiantou por email, ainda esperando pelo regresso aos normais níveis de som, o processo contra a marca japonesa justifica-se pelo seguinte:

"Já que em termos de mensagem não é possível renovar muito, investimos imenso na renovação dos materiais audio, em especial na encomenda de cassetes de maior duração para um discurso mais eficiente junto das massas. Parece-me que um problema claro do patronato da marca japonesas na busca incessante pelo aumento do lucro do capitalismo selvagem, terá incluído material defeituoso no lote que encomendámos, o que veio a resultar em graves e prejudiciais falhas ao nível audio na cassete que pretendia usar durante o debate. Como tal, deveremos ser recompensados pelas falhas, através da instalação de diversas fábricas da Sony em território nacional."

Ao que parece, os representantes da Sony em Portugal não se mostram preocupados com o processo do líder comunista. Segundo eles, os comunistas não terão negociado junto dos consórcios oficiais, preferindo fazer campanha junto dos emigrantes da zona da Mouraria e comprando aí o lote das referidas cassetes e materiais. Fonte que se preferiu manter anónima terá indicado ainda: "Não sei do que o gajo se queixa. Dos cinco que lá foram, foi sem dúvida o que teve o discurso mais honesto."

15.2.05

Injustezas

Depois da vitória da Académica frente ao Nacional da Madeira, o treinador Nelo Vingada destacou «a justeza do resultado». De facto, só ganharam por 1-0.

14.2.05

A coluna nao tem preço

De há uns tempos para cá, ando com dores na coluna. Como tinha deixado de comprar o Expresso, ao início não percebi porquê, mas comecei a pensar bem nas coisas e ao fim de um certo tempo tudo começou a bater certo:

Por norma, de segunda a sexta, ao sair de casa e ainda não tendo chegadoi aos transportes, já estou a levar com o folheto do Professor Bimbo e do curso de Informática logo no topo das escadas do Metro, mais um jornal Destak que uma simpática velhota de ar etilizado me dá, assim como o jornal Metro (uma campanha de publicidade tão miserável como eles têm também não devia ter tido preço...) que recebo antes de entrar para a carruagem, já temos um volume considerável. Depois, ao sair do Metro, por boa samaritanice lá levo com outro jornal Metro e mais um Destak e o folheto do Tandoori Grill que um simpático discípulo do Shyamalan me entrega. Ainda não me afastei das escadas do Metro no Chiado e ainda estou a levar com mais uma mensagem de António Santos, que está completamente inocente mas foi condenado a uma pena de 25 anos de cadeia, sendo apenas vítima da sociedade.

Ando mais três passos e ao passar pela perfumaria levo com uma amostra de Casal Boss, o novo perfume de Hugo Boss, mais um voucher para um desconto no McDonalds de Odivelas, válido das 21,12 às 21.16 de 0,5% de desconto na compra de 5 Big Macs, por pessoas que estejam vestidas de verde eléctrico, com uma pala no olho. Mas a odisseia não pára por aqui. Como tenho tempo, ainda passo pelo banco e por cada pergunta que faço na caixa, levo com um folheto explicativo. Já com dificuldade em arranjar espaço para tanto papel prossigo em direcção ao local de trabalho. Desta vez sou abordado por umas senhoras de ar bondoso e sotaque sibilante que insistem em que eu seja testemunha de um tal de Jeová, indivíduo pelo qual nutro o maior respeito, mas que em virtude de não o conhecer pessoalmente nunca poderei falar em seu favor. Antes de esmurrar delicadamente uma dessas cidadãs ainda levo com mais duas folhitas sobre a palavra do Senhor.

Já curvado perante o papel acumulado, chego à porta da minha estimada agência, onde a rapariga da recepção me dá uma revista que nunca subscrevi, mas que insiste em vir até às minhas mãos. Já sem mãos para tanta coisa, peço-lhe um saquito de plástico, que ela me dá, dizendo que veio com o Expresso do fim de semana.

Só depois de fazer este raciocínio e ver que a coisa é cíclica é que me apercebi: "Oh não, a maldição do Expresso voltou a atacar"...e um arrepio percorre-me pela minha massacrada coluna...

1.2.05

Sabedoria do Dia a Dia

Creio ter intimidado o Bonzinho e o Vilãozinha com a minha entrada de rompante, mas também se queriam entradas de fininho pelas traseiras tivessem falado com o Castelo Branco. Mas adiante, porque as palavras que se seguem, embora não sejam novidade, são plenas de sabedoria...

Caso não saibam, valorizo cada viagem na Carris e Metro como se fosse a última, já que se aprendem nos apinhados autocarros e carruagens, algumas pérolas de sabedoria que duram a vida inteira.
Numa das minhas jornadas num desses autocarros, tive a oportunidade de testemunhar um interessante diálogo entre mãe e filho, de família. Diz o petiz, de cerca de 10 anos, para a mãe:

- Mãe, sabias que as mulheres são como as batatas?
- Então??
- Ou se comem descascadas ou a murro. Eh, eh!

A senhora achou muita piada à graçola e riu-se bem alto, enquanto acrescentava:
- Ai filho, não sei onde vais buscar essas ideias…

Sentado de frente para eles e observando que à senhora lhe faltavam uma boa parte dos dentes da frente, eu até arriscava um palpite…

28.1.05

Makukula, o Mau da fita

Com a republicação do post "Transportes Salazar", uma das muitas pérolas que abundavam no meu antigo pasto cibernético, dou início à minha brilhante prestação neste pasquim que é "O Bom, o Mau e o Vilão". Antes que comecem aí a germinar ideias de um trio apaneleirado, deixem-me esclarecê-los:

Eu não sou, os outros dois não sei...nem ponho as mãos no fogo.


Porquê o mau? Era uma escolha óbvia...isso de Vilões soa sempre a gajos que mais cedo ou mais tarde acabam por levar na pá e isso de Bons é algo que me lembra sempre lacinhos cor de rosa e um aprumado risco ao meio...

Como tal, assumo em pleno o papel de Mau, o que acaba por ser irónico, porque a qualidade da minha prosa está para lá de bom.

Por isso, quem gostar que leia, quem não gostar, sempre tem as bichanices dos meus dois comparsas, que poderão não ser brilhantes, mas pelo menos são esforçados

Transportes Salazar

Sou um daqueles resistentes e fortes de esprito que dia após dia vai utilizando os transportes da Carris. É uma forma de conhecer novas espécies e também de expiar alguns pecados.
Nas paragens de autocarros, vê-se e ouve-se de tudo (por vezes mais do que se quer). Contudo, há um lamento vindo das bocas de muitos idosos que fez disparar o meu espírito de empresário
Tal como numa experiência científica, quando sujeitos a frio e ao mau tempo e/ou períodos de espera prolongada (um nobre esforço da Carris para promover a camaradagem social entre utentes, é certo e sabido que há um velhote que vai começar um discurso semelhante a este:
- Isto é uma pouca vergonha. Eles fazem o que querem, ele é greves, mais dinheiro, trabalhar é que não. Isto no tempo de Salazar não era assim.

Incitados pelo cheiro a sangue, logo surgem vozes de apoio:
- Diziam mal do homem, mandaram-no embora mas com ele não era esta vergonha e ninguém fazia farinha. Ah meu rico Salazar, comparado a esta rebaldaria de agora…

Este discurso é um mero exemplo, um comportamento geral digamos, mas a ideia central é sempre a mesma. Com Salazar a mandar, os transportes eram de fiar.
Tendo este conceito em mente, desde já lanço um desafio aos descendentes do mítico António de Oliveira (não confundir com o presidente do Penafiel): Para quando um concorrente da Carris, vocacionado para os idosos?
Preços convidativos, autocarros decorados com fotos de Amália e Eusébio, fado como música ambiente, admissão proibida a todos aqueles que não sejam portugueses de gema, horários de precisão mecânica e simpáticos chóferes de bigode e sotaque beirão.
Para atrair ainda mais esta clientela, seriam efectuados sorteios regulares entre os utentes (através de protocolo com o Governo cabo-verdiano) para viagens de turismo senior ao Tarrafal, para que pudessem matar saudades daquela estância termal que tantos portugueses “doentes” voltou a pôr no bom caminho.

Com ideias destas continuo a interrogar-me porque não fui convidado como orador para aquele grande evento que foi o Compromisso Portugal ou coisa que o valha.

Mak, o Mau