30.7.13

Ideia para mudar a vida de quem anda de bicicleta


Quem por aqui passa, sabe que corro mais do que ando de bicicleta, o que não significa que não a admire enquanto meio de transporte urbano. Tendo a facilidade de poder fazer o percurso casa-trabalho-casa de variadas formas, incluindo o luxo que é poder fazê-lo a pé, a minha questão com bicicletas nas avenidas mais movimentadas de Lisboa continua a ser a mesma: segurança e civismo.

Aplico essas duas variáveis tanto a ciclistas como a condutores, isto numa altura em que aumenta cada vez mais o número de gente que utiliza bicicletas, quer em dias de trabalho, quer em lazer. Há um sem número de questões logísticas e não só a melhorar, quem conduz um carro está muitas vezes longe do patamar de entendimento necessário para compreender a dinâmica da coexistência com outros veículos de locomoção e ao ciclista também falta por vezes a noção que a sua bicicleta não é uma bolha Actimel que lhe confere imunidade, direitos divinos e um conjunto de regras que só a ele se aplica. Quando te sentas numa bicicleta também estás a conduzir um veículo, já não és um peão e isso muda as regras do jogo.

Ainda assim, quando todos nos portarmos melhor prevejo um bom futuro com mais bicicletas na estrada. E ideias destas, só podiam vir da cabeça de gente que gosta muito, mas mesmo muito, de pedalar pela vida fora.


5 comentários:

  1. ainda estão um pouco longe do protótipo final, espero. Aquele colar à volta do pescoço parece-me desconfortável em dias de calor moderado para cima. Não é só o calor do contacto naquela zona, mas por impedir o fluxo de ar pelo colarinho, para as costas e peito. Se conseguirem compactar mais, tem futuro comercial (pelo menos, em climas mais quentes). Uso sempre capacete na cidade, por hábito do BTT. A maior parte dos ciclistas urbanos que vejo não usam capacete porque nunca ainda não foram apresentados às quedas e sobretudo porque não é nada "cool". Avalio isso pelo facto de também irem com os fones brancos do iphone nas orelhas para garantir que não ouvem os carros antes deles fazerem a razia. Eu nas descidas vou acima de 50km/h no meio do trânsito. Não me passa pela cabeça não usar capacete (peço desculpa pelo trocadilho). Quanto aos teus receios, se és condutor (e bom condutor) à partida não há grande perigo de ires de bicicleta. E como corres muito, terás endurance para mais segurança, pelo simples facto de não ires quase parado na subidas. Tenho algures um post que nunca cheguei a publicar no tolan, vou procurar...

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    1. Foi por aí que também andei, quando vi. Acho a ideia muito boa e, para os meses mais frios pode resultar e não causa tanto transtorno, se o virmos como uma espécie de cachecol.

      Também acho que ainda há uma clara distinção entre ciclistas e utilizadores urbanos de bicicletas. Os primeiros compreendem o seu papel num tabuleiro que funciona um pouco como xadrez. Os segundos, querem todas as vantagens do meio e nenhuma das desvantagens/cuidados.

      E quando passamos ao lazer, se formos ver o exemplo de fim de semana em que, quando calho a ir correr para a zona da Linha, na parte em que não há paredão de Caxias até depois de Paço d'Arcos, e tenho que jogar aos duelos com malta que vai de bicicleta no passeio porque não tem "pedalada" para ir na estrada e ainda refila ou na Expo, em que tens um passadiço de madeira onde se pede para não andar de bicicleta e tens um caminho ao lado pela areia e os cardumes de pedalantes torcem o nariz quando lhes dizes que deviam ter seguido pelo trilho...ainda há muito para aprender.

      E sim, este fim de semana passei por Monsanto a correr e, em zonas de subida, não faltavam bicicletas a ceder passagem ;)

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  2. (andar de bicicleta em lx... depois do que tenho visto, só os loucos ou os heróis :)

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